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26 de Junho de 2016

Nota de Repúdio

A respeito da declaração do Ministro da Saúde Ricardo Barros em que menciona “enquanto tivermos locais em que os médicos brasileiros não queiram ir, teremos lá um médico cubano. É melhor um médico cubano do que um farmacêutico ou benzedeira para atender a população”, a Sobrafo vem a público manifestar seu repúdio a uma fala tão desconexa. Tal declaração foi feita à mídia em Ponta Grossa no contexto do programa Mais Médicos.

     Não é intenção da Sobrafo manifestar-se em relação ao programa ministerial questionado pelo repórter, nem tão pouco aos médicos cubanos. Respeitamos a decisão do governo em trazê-los e mantê-los no programa.

     Também não pretendemos questionar a atividade das benzedeiras que são pessoas tradicionalmente inseridas no cuidado de pessoas, têm valor cultural e merecem o respeito pelo significado histórico.

     O manifesto da Sobrafo diz respeito à menção do profissional farmacêutico e nos vemos na obrigação de esclarecer ao Senhor Ministro da Saúde o importante papel desse profissional que em sua graduação, com duração de cinco anos, se capacita para compor a equipe multiprofissional na área da saúde e após a graduação busca continuamente desenvolver suas habilidades, tornando-se um profissional de suma importância no âmbito do SUS e privado, tão importante que o próprio Ministério da Saúde criou uma legislação para atuação desse profissional, estabelecida na portaria no 338 que aprova a política nacional de assistência farmacêutica.

     Não há nada que justifique a conotação dada em sua declaração divulgada em 24 de junho em que claramente descarta a importância desse profissional ao manifestar sua preferência por uma determinada classe profissional, demonstrando desconhecimento sobre a profissão.

     De fato, enquanto sociedade profissional, estamos ao lado dos farmacêuticos, valorizamos nossa profissão e não aceitaremos em hipótese alguma qualquer tipo de menção que insinue desvalorização. Esperamos que com este e todos os demais manifestos de insatisfação com a referida declaração, o Senhor Ministro Ricardo Barros, cuja formação não contempla a área da saúde, sendo engenheiro civil, reveja sua fala, busque se informar sobre todos os profissionais da área da saúde, área pela qual passou a se responsabilizar quando aceitou o cargo de ministro e que contempla uma série de políticas que requer o mínimo de conhecimento a respeito.

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