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Estudo mostra benefícios de longo prazo para o rituximabe

De acordo com pesquisadores israelenses, pacientes de linfoma que continuam recebendo infusões regulares de rituximabe após quimioterapia podem viver mais que pacientes que param.

Os pesquisadores identificaram que, pacientes que permaneceram em terapia de manutenção com o fármaco, tiveram 40% a mais de chance de estarem vivos após três anos do que aqueles que pararam.

Rituximabe é um anticorpo monoclonal, uma molécula do sistema imune desenvolvida por engenharia genética para suprimir o sistema imune no câncer e na artrite reumatóide.

 “ Nossos resultados sugerem que a terapia de manutenção com rituximabe acima de 2 anos ... deveria ser considerada como terapia padrão para pacientes com linfoma folicular refratário ou recidivado após sucesso do tratamento de indução ”, escreveram Liat Vidal e colegas do Rabin Medical Center em Petah-Tivka Israel.
 “ A elevação na taxa de infecção durante terapia com rituximabe deve ser considerada quando as decisões sobre o tratamento ocorrerem.”

Linfoma folicular é o segundo mais comum de vários tipos de linfoma não Hodgkin, um câncer do sistema linfático. O tratamento usual é um coquetel de quimioterapia, mas os pacientes frequentemente recidivam após alguns anos.

Estes pacientes normalmente recebem uma dose elevada de quimioterapia para matar as células de linfoma e passam por um transplante autólogo de medula óssea. Mas isto também reduz a produção de células sanguíneas pela medula óssea, tornando as pessoas vulneráveis à infecção.

Vidal e colegas coletaram informações de cinco estudos randomizados envolvendo 985 pacientes para avaliar os efeitos de continuar infusão de rituximabe após quimioterapia em comparação com interromper a droga após quimioterapia.

Pacientes que permaneceram com a droga tiveram 40% de aumento na sobrevida global, conforme eles relataram ao Jornal do Instituto Nacional do Câncer. Isto significa que estas pessoas tinham maior chance de estarem vivas após três anos, disse Liat Vidal, que coordenou o estudo.

O benefício foi estatisticamente significante para pessoas com linfoma recidivado mas não para pacientes não tratados previamente, relataram os pesquisadores.
Ao mesmo tempo, pessoas que continuam com rituximabe tem aproximadamente duas vezes mais chances de infecção quando comparadas a pessoas que interromperam o fármaco.

( Reportagem de Michael Kahn, Edição de Greg Mahlich publicada no site: Reuters)
10\02\09.