Sobrafo

Sobrafo - Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia

Espaço do Estudante

Em 1996, o Conselho Federal de Farmácia lançou mão de uma resolução muito importante: a 288, que coloca que “é atribuição privativa do farmacêutico a competência para o exercício da atividade de manipulação de drogas antineoplásticas e similares nos estabelecimentos de saúde” e detalha a função do profissional de farmácia no exercício da atividade da quimioteriapia. Em 2004, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) confirmou essa resolução, ao criar a equipe multiprofissional da Terapia Antineoplástica – EMTA – que estabelece que qualquer serviço de oncologia, como a quimioterapia por exemplo, deve, obrigatoriamente, dispor de um médico oncologista ou hematologista, um enfermeiro e um farmacêutico. Essa norma entrou em vigor em setembro de 2005, um ano após a sua criação.

Para o profissional que se forma em farmácia, essas resoluções juntas significam um amplo e ainda pouco explorado campo de atuação: “O farmacêutico é responsável pela gestão de farmácia, desenvolvendo procedimentos operacionais, gerenciando os medicamentos, discutindo os casos” explica a presidente da Sobrafo Graziela Escobar. E alerta: “ainda não há uma estimativa do número de serviços nem a localização deles no Brasil, mas a procura ainda é muito maior do que o número de profissionais qualificados”. Isso se deve ao fato de não haver ainda capacitação acadêmica específica. Daí a importância da Sobrafo, como esclarece Graziela: “Nós realizamos a primeira prova de título de especialista, para profissionais com experiência. Também estamos buscando parcerias com faculdades para realização de cursos de especialização e ainda esse ano deve surgir o primeiro”.

Além disso, o profissional ou estudante associado à Sobrafo participa dos encontros, congressos e palestras realizados pela associação, e recebe o “Guia para o Preparo Seguro de Agentes Citotóxicos” manual importante que orienta o preparo e manipulação de drogas citotóxicas. “Estimulamos o desenvolvimento dos profissionais através da comunicação, fornecendo informações confiáveis e adequadas à realidade brasileira” conclui Graziela.

O que faz um farmacêutico em oncologia?
O farmacêutico nessa área começa pela manipulação dos quimioterápicos, preocupando-se com a qualidade da manipulação, risco de contaminação química do ambiente e do operador, e risco de contaminação microbiológica do produto. Passa a elaborar procedimentos operacionais e tabelas para garantir a qualidade do processo.

Participa da elaboração do plano de gerenciamento de resíduos, acompanha e notifica reações adversas e queixas técnicas ; discute a qualificação de fornecedores e a seleção de medicamentos e materiais para o serviço; trabalha com a gestão eficiente de estoques- levando em consideração os custos; avalia a prescrição médica; identifica erros e realiza intervenções; e acompanha o paciente em tratamento (atenção farmacêutica).

Onde trabalha?
Em clínicas de oncologia e hospitais com setor de quimioterapia.

Precisa de especializações?
Além da formação superior em Farmácia, é importante que o profissional da área de oncologia esteja em atualização constante, pesquisando, participando de seminários, congressos e palestras como os que a Sobrafo realiza. Alguns estados no Brasil já oferecem cursos de pós graduação em oncologia específico para farmacêuticos. Aos profissionais mais experientes há possibilidade de obter o título de especialista através da realização de uma prova e avaliação curricular realizada nos Congressos da Sobrafo a cada 2 anos.

Como fico por dentro dos eventos e novas pesquisas na área?
Associando-se à Sobrafo. Assim você terá toda a orientação que precisa para ser um profissional qualificado.

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